Rodrigo Bitar
Diretor do Futuro
Comissão Temática do Futuro · ADVB Ceará
Enquanto aqui é hoje. Para a ComFuturo, o ano que vem já começou.
A ComFuturo é a comissão do Conselho da ADVB Ceará que estuda o futuro das 50 maiores empresas do Estado. Toda afirmação publicada traz fonte, data e rótulo — fato, projeção ou opinião.
O que é a ComFuturo? →Quatro pessoas conduzem a Comissão do Futuro. O trabalho delas existe para que quem está no presente invista, decida e escolha melhor — e não perca tempo com o que vai ficar no passado. A mesma estrutura que a ComFuturo propõe às empresas: quatro cadeiras, uma Diretoria do Futuro.
Diretor do Futuro
Qual é a nossa tese para dez anos à frente?
Entrega: o Manual do Futuro — as teses de cada eixo — e o Livro, que registra a Diretoria do Futuro; assina o que entra.
Diretor de Leitura
O que muda lá fora e como chega aqui?
Entrega: o mapa 50 × 6 e a curadoria dos seis encontros.
Diretor de Capital e Mercado
O que o dinheiro diz — o que o mercado compra e onde se investe?
Entrega: as fichas de execução e capex do Radar; o caso de decisão influenciada.
Diretora de Reputação e Contradição
De quem dependemos, o que sustenta a operação, e quando a tese pode ser desmentida?
Entrega: os riscos de cada ficha e o direito de resposta das empresas.
Três cadeiras vagas. Vaga visível é convite; vaga escondida é ausência.
Estão lendo as 50 maiores empresas do Ceará e marcando, com fonte, o que já chegou de cada eixo — quem já está nele, quem depende dele sem saber, quem vai ser atropelado por ele até o horizonte de dez anos. Esse trabalho é o Radar 50 × 6: as 50 empresas lidas nos seis eixos.
fato · projeção · opinião
Fato: já aconteceu, com fonte externa. Projeção: é previsão, e fica claro de quem é. Opinião: é leitura, sem valor de prova.
Um Eixo entra no Manual quando passa por três testes: muda de forma decisiva em dez anos; atravessa as 50 maiores empresas do Ceará, queiram elas ou não; e não cabe dentro de outro Eixo. Seis passaram. Dois deles o Ceará ainda só consome — e dizer isso é parte do método.
É a tecnologia que muda o custo de decidir. Nas 50, já aparece em quatro formas distintas: como produto (Arco), como processo industrial (Apodi), como pesquisa aplicada (Unifor) e como demanda física de energia e água (os data centers do Pecém). Empresa que não tem tese sobre IA em 2027 vai ter uma imposta por fornecedor ou concorrente antes de 2037.
É o Eixo em que o Ceará tem a maior aposta e a maior distância entre discurso e execução. Hidrogênio verde sem decisão final de investimento, eólica com fábrica em mediação, biometano já produzindo um quinto do Brasil, um terminal de gás perdido em 2023 e uma térmica de 720 MW parada. Nenhuma outra escolha decide tanto o custo das outras 49.
Metade das 50 depende de uma decisão tomada fora do país: tarifa americana, portfólio de multinacional, importado chinês, acordo Mercosul–UE, preço do trigo argentino. Empresas cearenses já respondem a isso — uma fabricando no Texas desde 2010 — sem chamar de geopolítica. O Eixo dá nome ao que elas já fazem.
Eixo importado: nenhuma das 50 produz ou investe com fonte verificável. Entra assim mesmo, porque o Ceará tem o maior empregador industrial do Nordeste, quatro fábricas de calçados e um polo têxtil — exatamente os setores que a automação alcança primeiro. Não estar no Eixo é a exposição.
Eixo importado, e o mais distante. Fica na lista por uma razão de método: o Manual precisa registrar o que o Ceará não produz com a mesma honestidade com que registra o que produz. Se em 2037 uma das 50 estiver nele, o Manual de 2027 terá o registro da ausência.
O único Eixo em que todas as 50 estão expostas e nenhuma declara tese. Mais de trinta são familiares; várias estão na segunda ou terceira geração. Quem vai trabalhar nelas, quem vai herdá-las e quem vai ficar no Ceará são as três perguntas de dez anos que decidem tudo o resto — e são as que menos aparecem nas fichas. Substitui o antigo “Tudo que ninguém fala” pela sua parte que mais importa.
A lista é revista a cada edição do Manual. Um Eixo sai quando deixa de mudar; entra quando uma das 50 provar, com fonte, que ele já chegou.
O compromisso é um só: nada entra sem fonte, sem rótulo — fato, projeção ou opinião — e sem a data em que pode ser desmentido.
Que as 50 maiores do Ceará façam por dentro o que a ComFuturo faz por fora: simular o futuro, não imaginá-lo. Uma Diretoria do Futuro, com as mesmas quatro cadeiras.
Simular antes de aprovar. Nenhum capex acima do corte entra no comitê sem uma tese de dez anos anexada — com a data em que ela pode ser desmentida.
Testar a tese contra as outras 49. A empresa vê, com fonte, como as demais estão lendo o mesmo eixo — e onde a aposta dela colide ou coincide.
Ter um contrariador com mandato. Alguém pago para derrubar a tese antes do dinheiro sair, e não o analista que depois explica por que deu errado.
Medir a taxa de acerto. Cada ano, a Diretoria do Futuro é cobrada pelo que previu — e o Manual registra em público o que se confirmou e o que falhou.
A meta até o fim de este ano: pelo menos uma das 50 maiores empresas do Ceará cria a Diretoria do Futuro no organograma — cargo publicado, reporte ao CEO ou ao Conselho, assento e veto no comitê de investimentos.
Diretorias do Futuro criadas: 0 de 1.
A Banca existe para derrubar as teses, por escrito e com fonte. As cadeiras estão vagas de propósito — é um convite público.
É o e-mail da ComFuturo: a cada envio, o que a Comissão apurou desde o anterior — fichas novas, empresas que responderam e teses que mudaram. Deixe seu e-mail para receber.
A revisão da ficha é feita por convite identificado, enviado pela secretaria da ADVB Ceará a um dirigente da empresa. Se a sua empresa está no Radar, procure o convite — ele abre a área exclusiva da sua empresa.
O Radar completo, os capítulos e as discussões da Comissão ficam no portal dos associados.